- Há alguns anos em Brasília, há muitos em outros lugares do mundo, pessoas se reúnem na última sexta-feira…
Há alguns anos em Brasília, há muitos em outros lugares do mundo, pessoas se reúnem na última sexta-feira de cada mês para colocar bicicletas nas ruas e reivindicar uma cidade mais humana e menos opressora. Para celebrar o transporte acessível e ecológico. Nas gringas, chamaram de Critical Mass, por aqui a gente apelidou de Bicicletada. A propulsão humana contra a tirania do Apocalipse Motorizado.
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- Observando Hugo Cabret
A busca por inspiração e a compreensão da linguagem e decisão daqueles que admiramos é algo comum no entretenimento e, provavelmente, em toda redação criativa. Alguém já fez algo bem, por que não compreender e concentrarmos a atenção na evolução em vez da perpetuação de erros, não é mesmo?
Pensando assim, tenho assistido muitos filmes durante a preparação para as filmagens do meu tão esperado curta-metragem, “The Flower Shop” (cujo um dos patrocinadores é o B9 e que já comentei aqui durante a fase de crowdfunding), e por conta da natureza de “filmes de época” optei por colocar “A Invenção de Hugo Cabret” na lista dos títulos mais importantes dessa seleção. Além da homenagem descarada às origens do cinema, elemento que, aliás, ainda me tira lágrimas por conta do trabalho de Ben Kingsley, notei algo mais sutil, algo mais marcante e fundamental nas escolhas de Martin Scorsese. “Hugo” é um tratado cinematográfico sobre a observação e pontos de vista.
A constatação deveria ser clara depois daquele impressionante passeio por Paris e pela estação de trem logo na abertura, entretanto, nas primeiras assistidas, fiquei encantado pela história e perseguindo cada referência possível a George Méliés e aos primórdios do cinema. Foi mais um mergulho naquele mundo entre-guerras, nos detalhes que Scorsese optou por mostrar.

De certa forma, assistimos um filme dentro do filme de outro filme. Hugo, Méliés e a obra de Méliés e dos Lumiére.
Anteontem, assisti novamente analisando tecnicamente e além de perceber que, exceto pelas grandiosas tomadas com grua e o uso limitado de steadi cam, o diretor optou por cortes secos na maior parte do filme. Ele quase não move a câmera; quem tem fluidez são os personagens e aquilo que eles veem. Arrisco apontar a composição das tomadas ter cerca de 25% de pontos de vista.
Muito por conta da natureza do assunto homenageado – o cinema, onde todos são espectadores e espiam por uma janela por vezes convidativa, por vezes assustadora – os personagens de Hugo Cabret também estão observando. Eles veem os detalhes, ou seja, quase nada de inserts (close ups fechados de objetos ou ações) mecânicos ou pontos de vista neutros.
Alguém sempre está olhando, seja Hugo, seja Méliés, seja o próprio Autômato. Tudo é motivado e reforça o conceito da relevância do cinema. Méliés surtou quando viu os sonhos perderem a batalha para o realismo e a dor, do mesmo modo Hugo sonha com os detalhes da realidade idílica na qual vive, mesmo contra qualquer razão lógica. Sozinho, ele não busca ajuda; ele continua a projeção na esperança de um fim milagroso, como nos filmes.
“Cinema trata do que está na tela, e do que não está” – Martin Scorsese

A variedade de pontos de vista, de intensidade na observação e mo grau de maravilhamento vivenciado pelos personagens graças a essa escolha de Scorsese é intrigante. Ele costuma dizer que “cinema trata do que está na tela, e do que não está”; Hugo trabalha, e questiona, esse conceito de forma profunda. Se estamos observando, quem vê o que sentimos? Até que ponto a sensação alheia pode refletir no estado de espírito do observador? O cinema é mesmo limitado àquilo que se vê ou se escuta? Em muitas ocasiões, um poderoso “reaction shot” vale mais do que mostrar uma tragédia. Na dinâmica da vida de Hugo, todos são personagens, menos ele. Quem o observa é inanimado.
Quando isso muda, a linguagem muda. Ele passa a figurar mais e o medo inicial deixa de ser o único tom quando ele ri, corre riscos e, mesmo sem perceber, se apaixona. De certa forma, é a trajetória de Méliés, que o observava mesmo sem que o garoto notasse. Sentado atrás do balcão, o cineasta sonhador via um mundo no qual era incapaz de provocar efeito, de despertar o devaneio, de criar sorrisos.
Em vez de concentrar esforços na redescoberta da visão de Méliés, Scorsese transfere toda essa carga para as crianças e o efeito é o mesmo. Eles descobrem, exploram, observam e são observados. O diretor aproveitou cada ângulo dos cenários, cada possibilidade maluca criada pelas cenas em CGI e sempre nos manteve espiando.

De certa forma, assistimos um filme dentro do filme de outro filme. Hugo, Méliés e a obra de Méliés e dos Lumiére. Esse tratado sobre pontos de vista torna “A Invenção de Hugo Cabret” um filme muito mais relevante do que o apelo histórico e romântico inicial, e demonstra compreensão total de um diretor pela alma daquilo que ele ama. Ele inclusive explica isso na cena em que Hugo mostra a cidade vista do alto a Isabelle. “É assim que eu vejo tudo!”, diz o garoto.
O cinema é mesmo limitado àquilo que se vê ou se escuta?
Adaptar a percepção da realidade era, ao mesmo tempo, a única defesa contra a solidão e o desespero, e a arma para concluir aquele objetivo tão sonhado. Pensando como alguém envolvido com criação, a simplicidade e a obviedade dessa característica não deveria gerar muito espanto, porém, a busca por algo a mais sempre funciona como uma barreira. Mesmo que encontremos algo, ele está em outro lugar. Alterar o mundo, em vez de esperar que ele nos altere, pode ser a melhor solução, não é?
Reveja e preste atenção no mundo editado pelos olhos de Hugo, em suas preocupações, medos e sonhos, todos revelados pela câmera sensível de Scorsese. As surpresas estão lá, esperando por você!
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Fábio M. Barreto é jornalista, cineasta e autor da ficção científica “Filhos do Fim do Mundo”.Posts relacionados:
Post originalmente publicado no Brainstorm #9
Twitter | Facebook | Contato | Anuncie - Aprenda como fazer o efeito Cut Out no Gimp – Globo.com
Seguindo as instruções deste tutorial, você aprenderá a fazer o Cut Out no Gimp. Ele serve para destacar uma imagem, deixando uma foto em preto e branco com apenas uma parte colorida. Efeito Cut Out feito no Gimp (Foto: Reprodução/Raquel Freire) …
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- Busca do google por repositórios e ou informações disponibilizadas por dados abertos.
Busca do google por repositórios e ou informações disponibilizadas por dados abertos.
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- Defesa cibernética: Governo precisa centralizar política nacional
As ações voltadas para o combate aos crimes na Internet e de defesa cibernética estão sendo articuladas de forma estanque pelos entes envolvidos, entre eles, a Polícia Federal e o Exército. Falta, na visão do diretor do Departamento de Segurança da Informação e Comunicações da Presidência, Raphael Mandarino, um órgão capaz de articular e coordenar as iniciativas.
- Será que há vida inteligente em algum lugar da Web?! Muito #trash as hashtags no twitter durante a madrugada…
Será que há vida inteligente em algum lugar da Web?! Muito #trash as hashtags no twitter durante a madrugada.
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- Post de lucy pitty: https://github.com/friendica/red/wiki/zotZot is a JSON-based web framework for implementing secure decentralised communications and services.It differs from many other communication protocols by building communications on top of a decentralised identity and authentication framework.The authentication component is similar to OpenID conceptually but is insulated from DNS-based identities. Where possible remote authentication is silent and invisible. This provides a mechanism for internet scale distributed access control which is unobtrusive.For example,Jaquelina wishes to share photos with Roberto from her blog at "jaquelina.com.xyz", but to nobody else. Roberto maintains his own family website at "roberto.com.xyz". Zot allows Jaquelina to create an access list containing "Roberto" and allow Roberto unhindered access to the photos but without allowing Roberto's brother Marco to see the photos.Roberto will only login once to his own website at roberto.com.xyz using his password. After this, no further passwords will be asked for. Marco may also have an account on roberto.com.xyz, but he is not allowed to see Jaquelina's photos.Additionally, zot allows Roberto to use another site – gadfly.com.xyz, and after login to gadfly.com.xyz he can also access Jaquelina's private photos. Jaquelina does not have to do anything extra to allow this, as she has already given access rights of her private photos to Roberto – no matter what site he is logged into.Zot also allows basic messaging and communications with anybody else on the Zot network.In order to provide this functionality, zot creates a decentralised globally unique identifier for each node on the network. This global identifier is not linked inextricably to DNS, providing the requisite mobility. Many existing decentralised communications frameworks provide the communication aspect, but do not provide remote access control and authentication. Additionally most of these are based on 'webfinger' such that in our example, Roberto would only be recognised if he accessed Jaquelina's photos from roberto.com.xyz – but not from gadfly.com.xyz….
redPostagem original por lucy pitty:
https://github.com/friendica/red/wiki/zot
Zot is a JSON-based web framework for implementing secure decentralised communications and services.
It differs from many other communication protocols by building communications on top of a decentralised identity and authentication framework.
The authentication component is similar to OpenID conceptually but is insulated from DNS-based identities. Where possible remote authentication is silent and invisible. This provides a mechanism for internet scale distributed access control which is unobtrusive.
For example,
Jaquelina wishes to share photos with Roberto from her blog at "jaquelina.com.xyz", but to nobody else. Roberto maintains his own family website at "roberto.com.xyz". Zot allows Jaquelina to create an access list containing "Roberto" and allow Roberto unhindered access to the photos but without allowing Roberto's brother Marco to see the photos.
Roberto will only login once to his own website at roberto.com.xyz using his password. After this, no further passwords will be asked for. Marco may also have an account on roberto.com.xyz, but he is not allowed to see Jaquelina's photos.
Additionally, zot allows Roberto to use another site – gadfly.com.xyz, and after login to gadfly.com.xyz he can also access Jaquelina's private photos. Jaquelina does not have to do anything extra to allow this, as she has already given access rights of her private photos to Roberto – no matter what site he is logged into.
Zot also allows basic messaging and communications with anybody else on the Zot network.
In order to provide this functionality, zot creates a decentralised globally unique identifier for each node on the network. This global identifier is not linked inextricably to DNS, providing the requisite mobility. Many existing decentralised communications frameworks provide the communication aspect, but do not provide remote access control and authentication. Additionally most of these are based on 'webfinger' such that in our example, Roberto would only be recognised if he accessed Jaquelina's photos from roberto.com.xyz – but not from gadfly.com.xyz….
- Post de Robyn Peterson: For those who wish they could better remember names and faces, a new demo app for Google Glass now gives you notes on how you know each person.
Uma pena que nem todo mundo vai usar o Google Glass para coisas uteis e saudáveis;
Postagem original por Robyn Peterson:
For those who wish they could better remember names and faces, a new demo app for Google Glass now gives you notes on how you know each person.
- Facebook dá um headshot no Social Roulette, app que poderia executar sua conta na rede social
E a festa nem durou muito pelo visto: mal foi lançado o Facebook já deu um “chega pra lá” e bloqueou o acesso à API do Social Roulette, um aplicativo que prometia trazer mais emoção a quem desejava cair fora da rede do Zuck.Tal como o nome sugere, nada mais era do que uma roleta russa: a cada rodada, havia uma chance em seis de sua conta ser sumariamente eliminada, concluindo o “facebooquicídio” com estilo.
De acordo com os devs, o app serviria para chamar a atenção dos aspectos negativos da rede social. É, nao convenceu.Segundo o Facebook o app lançado no último sábado “viola a política de uso da plataforma, já que a decisão de remover seu perfil da rede social cabe única e exclusivamente ao usuário”. Faz sentido, mesmo que ele tenha acionado o app há um terceiro na jogada, e por conta disso ele foi extirpado.
Mas o problema real nem é esse: às vezes penso que o
Coringacomissário Gordon tinha razão ao dizer que “algumas pessoas só querem ver o mundo queimar”. Qual a utilidade real de um app desses além de fazer o usuário passar raiva, porque é CERTEZA que algum desavisado hora ou outra iria dizer “mas pensei que era de brincadeira” e querer correr atrás do prejuízo? Ou seja, limar o Social Roulette é questão de segurança para evitar dores de cabeça posteriores ao Facebook, até porque quem quer deletar o perfil de verdade vai só clicar no botãozinho ao invés de tentar a sorte num aplicativo que, depois dessa, sabe lá o que fazia com os dados do usuário.Fonte: TNW.
- NUPLUG: Um filtro melhor que o Instagram
Se existe marmotagem maior do que a expressão “mundo sem fio” eu não conheço. Trocamos cabos de rede por cabos de força, agora até nossos óculos têm carregadores. Ir para a cama com um livro, se você não tem um Kindle exige puxar uma tomada para manter o iPad vivo, pois COM CERTEZA você esqueci de novo de carregar a desgraça durante a tarde.
Por isso esse NUPLUG é excelente. Não é um filtro de linha para você prender toda sua coleção de gadgets e brinquedos (não clique). É uma extensão que você leva pela casa quando precisa de energia e não quer ficar esticando cabos.
Ele foi projetado para ser preso temporariamente a móveis, vem com duas portas USB com potência suficiente para carregar iPads e tablets Android de verdade (não aqueles microtablets horrendos) e duas tomadas normais.
O NUPLUG é um projeto via Kickstarter, já arrecadou US$ 35 mil dos US$ 75 mil solicitados, é provável que consiga atingir a meta. Imagina-se que não passe muito de US$ 35,00 quando começar a ser vendido. Tem até um vídeo bonitinho:
Fonte: GM
- Samsung anuncia 5G e torna todos os celulares obsoletos. Inclusive os dela.
Em um quadrinho clássico do Dilbert o vendedor da empresa chega todo animado pois conseguiu convencer o cliente a não comprar a versão atual do produto, e sim a nova, pagando o dobro. Em seguida ele pergunta aos engenheiros quando a versão sairá. A resposta: Em dois anos.
Isso já aconteceu comigo de verdade, não foi tão divertido, mas é pior quando vem de gente grande como a Samsung.
O 4G ainda não é uma realidade na maior parte do mundo. Diabos, no Centro do Rio meu Vivo cai para Edge, 3G se torna luxo, que dirá 4. Ainda há briga de frequências, os pacotes são em sua maioria insanos e a latência da rede anula boa parte da vantagem da velocidade.
Mesmo assim 4G É o grande ponto de venda do momento, os heavy users querem aparelhos de última geração inclusive para servir como uma parada segura, as compras de smartphones top estão diminuindo, muita gente deixou de trocar de celular a cada seis meses, dá para viver bem por um ou dois anos com um topo de linha.
Que não é mais topo de linha. A Samsung anunciou que está desenvolvendo tecnologia capaz de velocidades de 10 Gb/s, prontamente batizada como 5G. Pior: Deram até data: Em 2020 a tecnologia estará disponível.
Eu sei, vai demorar bastante, mas psicologicamente não funciona assim. Não é uma curiosidade de laboratório da Microsoft Research ou da IBM, que pode ou não virar um produto, como o Surface Surface. É a Samsung transformando uma pesquisa em algo comercializável, de forma absurdamente prematura, drenando valor de toda sua linha de produtos.
Agora sabemos que nossos aparelhos ESTÃO desatualizados. Os smartphones que você comprar, principalmente da Samsung, até 31/12/2019 serão comprados deixando na boca gosto ruim de coisa velha. A empresa será mal-vista por levar seis anos –uma eternidade em tecnologia- para desenvolver algo que´anunciaram como favas contadas.
E mais: Mesmo que eles lancem o tal 5G na data certa, mesmo que seja realmente possível baixar um filme em um segundo (DO VI DO) se a Samsung fizer isso não terá feito mais que a obrigação.
Inovação anunciada com antecedência não é inovação, é dever de casa.
Fonte: TNW
- Ciência Sem Fronteiras: 1500 novas vagas para os EUA
Parceria do programa Ciência sem Fronteiras com a Academic and Professional Programs for the Americas (Laspau), instituição filiada à Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, concede bolsas de doutorado pleno para os próximos três anos.
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- Mozilla anuncia novo codec de vídeo em JavaScript
Via idgnow.uol.com.br:
A Fundação Mozilla e a empresa de tecnologia de renderização gráfica Otoy desenvolveram um codec de vídeo, escrito com JavaScript e WebGL, que eliminaria a necessidade do uso de plug-ins para visualizar o vídeo em um navegador.
(…)O ORBX.js permitirá que o vídeo seja tratado inteiramente pelo browser, disse o fundador e CEO da Otoy, Jules Urbach. Os produtores de conteúdo de vídeo não teriam mais que se preocupar com a formatação para um codec específico, como H.264 ou VP8 do Google – nenhum deles são suportados por todos os navegadores. “Isto significa que o vídeo pode ser tratado inteiramente em JavaScript e não exigirá um ou outro codec para ser suportado. E isso é um grande salto para a Web aberta”, afirmou Urbach.

